No caso da parasitose, deve-se fazer a vermifugação. Matar os vermes que acometem os pobres animais. Dar-se-á, então, a sub-dose, ou sobre-dose, o que acaba por ocasionar a criação do super verme resistente a tudo!

16 de out de 2009

MST presta serviços à comunidade no centro de Fortaleza/ CE

Assentados cearenses tentam superar a fome e a desnutrição comendo o que plantam, sem agrotóxico.
(por Ivna Girão; fotos de Rafael Cavalcante. in: Jornal O Estado Ceará)

Já parou para pensar de onde vem a comida que você come? Para os assentados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), essa dúvida não existe: com uma política de agricultura familiar, os camponeses se alimentam daquilo que plantam e tentam superar a situação de fome e desnutrição que aflinge, segundo o Movimento, cerca de 30% da população brasileira. Lembrando a data em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, o MST Ceará ocupou ontem a Praça do Ferreira distribuindo sementes, oferecendo serviços de saúde e tentando mostrar como a reforma agrária, conforme explicou o integrante da direção do MST Marcelo Matos, pode ser uma solução para o fim da fome. “A gente quer revelar que o acesso à terra pode ser uma saída para o problema da alimentação. Cultivamos, nos assentamentos, sementes sem agrotóxico para que o agricultor possa comer de forma farta, diversificada e com qualidade”, frisou o membro da direção estadual. Dados do IBGE apontam que 70% do que vai à mesa do brasileiro é oriundo da agricultura familiar. A atividade faz parte das ações do Movimento para denunciar a falta de reforma agrária, a concentração de terras pelo agronegócio, além do pedido de revisão dos índices de produtividade.

Milho, feijão, castanha, caju e mandioca. Tudo isso é plantado nos assentamentos do Ceará. Comentando que, mesmo com secas e enchentes, o Movimento tem a preocupação de garantir que os militantes não passem fome. “Nós acompanhamos, por exemplo, famílias do município de Madalena para que eles tenham informações sobre a importância de comer frutas, verduras e cuidar do corpo como se cuida da terra”, frisou a médica da família, formada em Cuba, Alenilde Perreira Souza (foto 2). Aferindo a pressão arterial de quem chegava próximo às tendas montadas na Praça, a médica explicava para cada um a necessidade de manter as taxas de colesterol, diabetes em dia e de procurar um posto de saúde, sempre que necessário. “Assim como o acesso à alimentação é um direito, a saúde também deve ser”, disse informando à nossa equipe que, da maioria dos pacientes atendidos, uma boa parte estava com pressão arterial alta e com reclamações por falta de remédios nas unidades básicas de saúde. A manifestação, conforme Marcelo Matos, acontece em outros 140 países.


Denunciando o modo como os latifundiários tratam as sementes e os alimentos, Marcelo Matos relatou que o Movimento não usa agrotóxico e que procura cultivar o meio ambiente de forma sustentável. “Queremos alimentos baratos e de qualidade. Daí, a necessidade urgente da reforma agrária”, frisou o militante. Informando que a população não sabe se alimentar de forma adequada, a médica Alenilde Perreira Souza comentou que, mesmo os mais pobres, devem ter atenção com o que ingerem: “eu sei que há algumas frutas que são caras. Mas inserir a banana, por exemplo, no cardápio vai fazer muito bem”, disse. Com a pressão medindo 12.8, o aposentado José Ribamar Ponte aproveitou o tempo livre para se consultar na Praça e reforçou que “o nosso corpo é tudo aquilo que comemos”.

O Dia Mundial da Alimentação é celebrado em 16 de outubro de cada ano para comemorar a criação, em 1945, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O objetivo do Dia Mundial da Alimentação é conscientizar o conjunto da humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome. Todos os anos, mais de 150 países celebram este evento. A FAO anunciou que o número de pessoas que passam fome no mundo subiu de 850 milhões para 925 milhões no ano passado.

Nota do super verme: A Praça do Ferreira estava tomada pelo povo. O Jornal O Povo, noticiou o pedido da CPI do Agronegócio. Nenhum representante do Jornal Diário do Nordeste, controlado pela oligarquia Edson Queiroz e ligada às organizações Globo estava presente. Vasculhei os jornais da Fortaleza-bela e nenhuma menção ao fato, excetuando a matéria acima e a pequena nota do "libertário" (sim, é como se crêem) O Povo.
Por que será que esse tipo notícia não veicula nos meios de comunicação controlados pela elite? lol...
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Aproveitem também a matéria da Agência Brasil de Fato.

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